UTOPIA
Ela seguia.
Tão faminta de alegria ia...
Dançava a dança do ventre para o bobo da corte.
Se iludia.
Era um príncipe na sua fantasia.
Ela ria.
Flores distribuía.
Caia, levantava e seguia... ia...
Mais risos, mas danças, mais rodopios.
Era pra enganar seus vazios.
Vivia de utopia.
sonia delsin

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