CORTINAS
ESVOAÇANTES...
Elas
balançam...
Cortinas
azuis.
Lá
fora canta um sabiá.
Um
canto de arrepiar.
Também
lá fora na caneleta de bambu a água está a cantar.
Canta
lá fora um galo grande, carijó.
Quanta
saudade no meu coração tão só!
Canta
também um moinho.
Ouço
até o som estridente de um prego que se enrosca na mó...
E
eu aqui sozinha a recordar.
Chega
a doer. Chego a chorar.
Mas
depois eu penso.
Quem
tem um mundo destes guardado não pode ter medo do passado.
As
cortinas balançam.
Meu
coração balança.
Fico
lembrando a menina de trança.
Fico
lembrando fatos... tudo me chega... nem olho os retratos.
Está
tudo no coração.
Cada
instante.
Pois
vivi intensamente.
Só
entendo a vida com paixão, com emoção...
O
superficial não me atrai em nada não.
sonia delsin

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