JÁ NÃO
Já não rasgo paredes com minhas unhas
afiadas.
Já não furo o firmamento com meu olhar
sedento.
Já não espalho água benta pela casa.
Não me benzo diante da capelinha.
Ela não está mais lá.
Nem eu.
Já não colho pedras do caminho.
Não reclamo que sou um ser sozinho.
Já marquei um encontro comigo sob a árvore
mais bonita.
A abracei fortemente.
A abracei fortemente.
Me senti diferente.
Eu com o mundo.
Eu com Deus.
Eu com o Universo.
Me encontro dentro de meu próprio verso.
sonia delsin

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